


O presidente da PROBEB, Marcio Cruz, defendeu em entrevista à Lusa a necessidade de reavaliar o imposto sobre bebidas refrescantes, considerando que o modelo atual se tornou discriminatório e desajustado face aos objetivos de saúde pública que estiveram na sua origem.
De acordo com um estudo da Porto Business School, este imposto terá provocado perdas estruturais superiores a 1,4 mil milhões de euros na economia portuguesa entre 2017 e 2023, bem como a perda de mais de 1.100 postos de trabalho e 141 milhões de euros de receita fiscal.
O setor tem vindo, entretanto, a assumir compromissos concretos de autorreformulação e redução do teor de açúcar, aumentando a oferta de bebidas com baixo ou nenhum teor calórico.
Para a PROBEB, é essencial que as políticas públicas sejam coerentes, abrangentes e baseadas em evidência, privilegiando compromissos de reformulação e estilos de vida equilibrados, em vez de medidas fiscais que penalizam apenas um setor.
O estudo, desenvolvido pela Porto Business School em colaboração com a PROBEB, será apresentado na próxima semana, permitindo aprofundar a análise sobre o impacto económico e estrutural desta medida.
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