


A entrada em funcionamento do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), prevista para 2026, vai marcar um ponto de viragem na forma como Portugal gere as suas embalagens. O objetivo é inequívoco: uma garrafa deve voltar a ser garrafa e uma lata deve regressar ao sistema como lata. Esta é a essência da reciclagem em circuito fechado, na qual cada embalagem mantém o seu valor e função original.
Mas a mudança não se resume a reciclar mais. Como sublinhou Mafalda Mota, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), durante as Conversas Improváveis, “para incorporar essas matérias é preciso haver um maior grau de pureza. Uma bottle-to-bottle ou uma can-to-can tem que ter uma recolha mais seletiva do que o ecoponto amarelo”. Esta exigência de qualidade na reciclagem está no centro da resposta europeia e nacional para alcançar metas mais ambiciosas de circularidade.
O SDR foi desenhado precisamente para cumprir este desafio: garante uma recolha controlada e seletiva, assegura materiais mais limpos e recicláveis, suporta os objetivos comunitários de circularidade e torna obrigatória a adesão de todos os que colocam embalagens no mercado. A triagem de qualidade permitirá a valorização para reutilização nos mesmos tipos de produto, reforçando a lógica de uma economia circular eficiente e transparente.
A PROBEB acompanha de perto este processo, consciente de que cada devolução conta e de que cada embalagem bem encaminhada representa um passo na direção certa. Mais do que reciclar, é preciso transformar as embalagens em nova matéria-prima, com eficácia, transparência e responsabilidade. O SDR é, assim, uma ferramenta fundamental para um sector mais sustentável e para um futuro mais verde em Portugal.
